A telemedicina é o ramo da medicina que trata pacientes a ‘’distância’’, ou seja, por meio da internet e outras redes um médico veterinário pode diagnosticar, laudar exames, dar consultoria e até empresas usam a telemedicina para vender educação a distância para capacitar outros profissionais.
A respeito de laudo de exames é um ramo excelente e que funciona perfeitamente, temos exames radiológicos, ultrassonografia, eletrocardiograma, entre outros realizados por profissionais que os recebem em seus respectivos aparelhos (tablets, smartphones, computers) e podem laudar da mesma forma que presencial. É uma grande vantagem para lugares e cidades distantes que não possuem profissionais ou em regiões cujos médicos não são capacitados. É uma forma de melhorar os cuidados ao paciente. Por outro lado temos que lembrar que animais NÃO FALAM. Uma consulta online à domicílio não permite o contato com o paciente. Não é possível manipular e observar problemas que só ‘’ao vivo’’ poderiam ser vistos. Mesmo que assistida por outro médico que não seja capacitado na especialidade.
Um bom exemplo é uma consulta com Neurologistas que na Veterinária são poucos no Brasil. Mesmo que um médico veterinário ou enfermeiro veterinário auxiliar no exame a distância ele não é capaz de realizar exame físico detalhado, palpar e perceber sinais clínicos que somente um Neurologista experiente saberia diagnosticar. Outra problemática é qualidade do serviço. Pense bem se você atende muitos pacientes online será capaz de dar atenção à distância da mesma forma que presencial? Ou será só mais um número na sua rotina?.
O serviço de internet no Brasil, um país de ‘’terceiro mundo’’, é de uma qualidade muito inferior. No Japão e EUA a velocidade e a qualidade da internet está anos-luz do Brasil. Há regiões que não há velocidades superior a 10 megas mesmo que a empresa tenha capacidade de oferecer 100 megas por exemplo. No Japão a internet é na ordem dos GIGABYTES e no Brasil ainda está nos MEGAS. Há empresas com internet na casa dos TERABYTES atualmente. Perceba a problemática das conexões lentas e que sempre caem a conexão no Brasil e tire suas próprias conclusões.
Por fim a telemedicina é regulada pelas regras da Associação Americana de telemedicina (American Telemedicine Association), sendo reconhecida pelos conselhos de medicina e pelas leis brasileiras. Muitos institutos de ensino usam a telemedicina como forma de educação e capacita profissionais que vivem em regiões com pouca infra-estrutura. Cirurgias são assistidas por Telemedicina, porém não deve substituir o ser humano, mesmo que realizadas por robôs (já realidade na medicina humana).
Pode também ser uma concorrência desleal frente a busca por profissionais renomados ou ‘’estrangeiros’’ ao invés de profissionais da própria região que também são capacitados. A tecnologia tem suas vantagens e seus limites. Dê sua opinião e siga instagram.com/CoisasdeVeterinario ou curta facebook.com/CoisasdeVeterinario
Escrito por Adriano Almeida Martins.
Acadêmico de Medicina Veterinária.


1 comentários:
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