SE VOCÊ TROCA COM FREQUÊNCIA A RAÇÃO DE SEU PET SAIBA QUE ELE PODE DESENVOLVER DOENÇA INFLAMATÓRIA INTESTINAL E UMA PREDISPOSIÇÃO A LINFOMA ALIMENTAR (CÂNCER).



A constante troca de ração para gatos e cães leva a uma grande exposição de diferentes antígenos, principalmente proteínas alimentares, caso um destes antígenos sensibilize o sistema imunológico de maneira exacerbada leva a uma inflamação crônica no intestino de cães e gatos. Os sintomas apresentados são perda progressiva de peso (síndrome de má absorção) chegando a caquexia, vômitos, letargia, mudanças comportamentais, diarréias, ascites devido hipoalbuminemia, anemia por falta de vitaminas como B12, desidratação, anorexia a longo prazo e se não tratado leva a óbito.
O veterinário pode diagnosticar principalmente pelo histórico bem avaliado, exame clínico, hematológicos, bioquímicos, exames de imagem como Ultrassom que evidencia espessamento de paredes intestinais (inflamadas) e o carro chefe ou padrão ouro uma biópsia do tecido intestinal. O tratamento é baseado em dieta com proteínas hidrolisadas (de tamanho pequeno para não sensibilizar o SI) associada a terapia imunomoduladora (geralmente corticóides). O animal possivelmente possa ter que tratar outras comorbidades decorrente da doença como anemia, infecções secundárias por bactérias da flora normal, entre outros problemas sendo necessário uso de outros medicamentos.
Por fim em Medicina Humana é comprovado que a doença inflamatória intestinal é precursora de linfoma alimentar. Em gatos Felv e Fiv (retrovírus) também estão associados ao linfoma alimentar. Em cães ainda é desconhecida a causa, porém acredita-se que além da genética a doença inflamatória crônica esteja associada. Muitas neoplasias se originam de uma inflamação que pode alterar o DNA de uma célula e sofrer mutação de forma a reproduzir inúmeras cópias ‘’defeituosas’’. O linfoma alimentar é o tipo de linfoma mais comum nos gatos e a região mais acometida é o intestino delgado. A sintomatologia é parecida com a doença inflamatória intestinal e o diagnóstico diferencial é necessário.
Mais comum em idosos este câncer apresenta duas formas, de grau baixo e alto. As diferenças entre os dois ocorrem nos sintomas, tratamento e prognóstico. Os linfomas de alto grau são mais agressivos em relação ao de baixo grau. O diagnóstico é baseado nos exames de sangue, bioquímicos, exames de imagem, boa avaliação clínica (histórico e anamnese) junto com o padrão ouro uma biópsia. Como é um câncer o tratamento é quimioterápico junto com corticóides. O protocolo mais usado é o CHOP (combinação de quimioterápicos aplicados por até 6 meses de tratamento). O prognóstico varia do tipo de linhagem de célula e imunofenótipo.
Referências: BADO, Aline Semeler. LINFOMA ALIMENTAR EM GATOS. 2012. 38 f. TCC (Graduação) - Curso de Medicina Veterinária, Ufrgs, Porto Alegre, 2012.<https://www.lume.ufrgs.br/…/hand…/10183/52508/000828582.pdf…>
Se gostou curta e compartilhe facebook.com/CoisasdeVeterinario. Siga instagram.com/CoisasdeVeterinário.

Escrito por Adriano A. Martins (Acadêmico de Medicina Veterinária).

0 comentários:

Postar um comentário