Conheça os parasitas internos que mais acometem o seu cão/gato e saiba reconhecer os sinais das doenças!


No Brasil temos dois grandes grupos de vermes (Redondos e Chatos) que mais acometem os animais e um protozoário em especial que está muito presente, além de ser uma zoonose (parasita animais e humanos).Lembre-se que em outras regiões, climas e países existem outros parasitas considerados endêmicos nestas regiões. O artigo se refere ao Brasil que possui um clima tropical e subtropical.
Com relação ao Nematódeos ou vermes redondos, temos o Ancylostoma caninum, Ancylostoma brasiliense, Toxocara canis, Toxascaris leonina e Trichuris vulpis como os que mais parasitam os cães e gatos. Este grupo possui em comum o tropismo pelo intestino delgado com exceção do (T. vulpis intestino grosso), também a transmissão de animal para animal através das fezes. O ciclo biológico é dito fecal-oral, portanto o cão ingere os ovos provenientes das fezes de outros animais ou no ambiente e tornam-se infectados. Com exceção do Toxocara canis e Trichuris vulpis que só acomete os cães, os demais acometem as duas espécies. Os sinais clínicos deste grupo é geralmente assintomático em adultos, portanto não causam risco à saúde. O perigo é quando acometem filhotes, idosos e imunossuprimidos. Em especial filhotes não vermifugados pois após o desmame não possuem anticorpos maternos e o sistema hepático e imune totalmente formados. Os sinais incluem diarréia, fezes com ou sem sangue, vômito, anemia, perda de peso, fraqueza, letargia e em altas infestações podem causar febre, desidratação severa e morte.
Já os Cestódeos ou vermes chatos, temos o Dipylidium caninum, o complexo das Taenias hydatigena, multiceps, pisiformis e ovis, e por fim o Echinococcus granulosus e multiloculares que possuem alta patogenicidade. Estes vermes possuem em comum a presença de um hospedeiro intermediário, que serve como vetor para transmitir a doença aos animais. As Taenias, com exceção da pisiformis, possuem ruminantes como hospedeiro intermediário, portanto carne de procedência duvidosa deve ser investigada. Já o Dipylidium tem a pulga como vetor e o Echinococcus granulosus equinos, homens, ruminantes e o multiloculares os roedores. Todos acometem o intestino delgado e portanto levam a um quadro de perda de nutrientes, disfunção gastrointestinal, diarréia, dor abdominal, perda de apetite e emagrecimento progressivo. Vale lembrar que Dipylidium caninum e Taenia pisiformis causam prurido anal intenso, o animal tem hábito de coçar e arrastar o ânus. Além do grupo de risco esses vermes tendem a ser mais patogênicos, com exceção do Dipylidium caninum, apresentam alto grau de patogenicidade e acometem adultos em especial os Echinococcus que causam além dos sintomas citados febre, hepatite, retardam o crescimento de jovens e podem obstruir os ductos biliares.
Por fim temos o Protozoário ‘’Giardia lamblia’’ uma zoonose que atinge as vilosidades do intestino, causando uma diarréia verde-amarelada característica levando a desidratação, dor abdominal, perda de peso, náuseas, dores e distensão abdominal. Ela é veiculada pela água suja e alimentos contaminados com cistos.
Este artigo é um breve resumo sobre os parasitas intestinais mais comuns no Brasil, consulte um Médico veterinário para mais detalhes ou a literatura adequada. Escrito por Adriano A. Martins, estudante de Medicina Veterinária.
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