HIPOTIREOIDISMO CANINO



Pode parecer complicado para o Veterinário diagnosticar os cães com Hipotireoidismo pelo fato de ser uma doença que apresenta diversos sinais inespecíficos. Vale a pena lembrar que acomete geralmente cães de meia idade de raças puras e raramente gatos. Dentre as raças mais acometidas estão Setter Irlândes, Chow-Chow, Dobermam Pinscher, Golden Retriever, Shar pei, Schnauzer, Airadale Terrier e Afghan Hound. Com relação a sua descoberta somente em 1950 foram diagnosticados os primeiros cães com Hipotireoidismo e somente em 1979 o primeiro felino. Portanto é de concluir que é uma patologia descoberta recentemente, porém não significa que não existia antes.
O que é a tireóide e qual sua função no organismo?
Bom a tireoide é fisiologicamente uma glândula que se localiza na porção caudal da traquéia, possui dois lobos unidos por uma porção estreita chamada de istmo. A tireóide secreta os hormônios tireoidianos (T4 e T3) e também calcitonina, pois possuem as células foliculares e as parafoliculares ou células C. Para o organismo sintetizar o T4 e T3 necessita da ingestão diária de IODO. O cão necessita diariamente de 15 microgramas por kilo de peso corpóreo por dia e o gato de 100 microgramas por kllo corpóreo. Vale ressaltar que a fonte são os alimentos e para os animais uma ração balanceada é o suficiente. Para os que comercializam filhotes vale ressaltar que suas matrizes (fêmeas) necessitam de 4 vezes mais iodo que uma fêmea não prenhe. 
A função dos hormônios tireoideanos são diversas porém de uma forma geral eles estimulam o aumento do metabolismo, portanto são catabólicos em altas concentrações, e permitem o estímulo do crescimento em jovens. Eles agem em quase todos os tecidos do organismo e como mencionado acima aumentam o metabolismo porque se eleva o consumo de oxigênio pelas mitocôndrias, aumento do consumo de ATP (forma de energia) porque a bomba de sódio e potássio aumenta sua atividade, estimulam o transporte de aminoácidos, entre outros efeitos.


Mas quais efeitos os hormônios tireoideanos causam no organismo?
Vamos dividir por partes pois como dito acima atuam em diversos tecidos, vias metabólicas e órgãos.
EfeIto sobre metabolismo de lipídios e carboidratos : Aumentam todas as etapas do metabolismo, aumentam a captação de glicose pelas células, glicólise, gliconeogênese, velocidade de absorção da glicose pelo trato digestivo, aumentam a mobilização do tecido adiposo e dessa forma aumentando sues níveis plasmáticos livres, aumentam a oxidação de ácidos graxos provocando hipercolesterolemia e hipertrigliceridemia.
Efeito sobre crescimento e maturação: Como dito os hormônios tireoidianos aumentam o crescimento, principalmente em jovens, por promoverem junto com o hormônio do crescimento (GH) e a insulina a síntese de proteínas, desenvolvimento do SNC e dos ossos. Vale ressaltar que o excesso deste hormônio causa a quebra e não a síntese de proteína. 
Efeitos de termorregulação e calorigênese: Por aumentarem o .consumo de oxigênio e a produção de energia pelas mitocôndrias geram aumento de calor. Sendo assim no hipotireoidismo um sinal comum é a hipotermia pela diminuição do metabolismo basal em até 45%.
Efeitos Cardiovasculares: Os hormônios tireoidianos induzem a produção de miosina que aumenta a contratilidade dos músculos cardíacos, aumentam receptores B adrenérgicos estimulando a um aumento do volume sanguíneo e atividade elétrica gerando em excesso uma hipertrofia cardíaca e arritmias. Fisiologicamente atuam aumentando o rendimento cardíaco por aumento de contratilidade e frequência cardíaca. 
Efeitos Gastrointestinais: Estimulam o apetite, ingestão de alimentos, secreção de enzimas digestivas e motilidade intestinal.
Efeitos Neuromusculares: Desenvolvimento do SNC em jovens. Porém em excesso causam nervosismo e hiperexcitabilidade e na sua falta o contrário como letargia, prostração, e intolerância ao exercício porque a sua falta atua sobre o coração, respiração e musculatura.
Efeitos Endócrinos: Aumentam a secreção da maioria dos hormônios como PTH (paratormônio) e ACTH (adrenocorticotrófico).
Efeitos reprodutivos: Fisiologicamente atuam estimulando a produção de prolactina, FSH e LH nas fêmeas. Porém sua falta causa aborto em fêmeas pela diminuição da progesterona e corpo lúteo. Os sinais no Hipotireoidismo para fêmeas incluem galactorreia, ginecomastia, anestro, cio irregular, infertilidade e aborto. Já em machos ausência de libido, atrofia testicular e infertilidade.
Efeitos dermatológicos: Participam estimulando o ciclo de crescimento dos pêlos e regulação de glicosaminoglicanos da pele. Na ausência ou na falta (Hipotireoidismo) causam alopecia, pele espessada, fria, edemaciada podendo levar a seborreia e piodermite secundária. 
Efeitos hematológicos: Estimulam a produção de eritropoetina que age sobre a produção de hemácias na medula óssea. A sua falta (Hipotireoidismo) consequentemente gera anemia normocítica normocrômica.


Mas enfim o que é, quais são o sinais, diagnóstico e tratamento do Hipotireoidismo?
Vamos lá o Hipotireoidismo é definido como a hipofunção da glândula tireóide que resulta em baixas concentrações plasmáticas de T4 e T3 seus hormônios metabolicamente ativos, sendo que apenas o T3 é realmente assimilado pela célula, pois T4 precisa ser convertido em T3. Existem três tipos de Hipotireoidismo no cão. O primeiro é denominado primário ou linfocítico e em geral é o que mais acomete os cães. Este tipo é causado por uma doença imunomediada, pois o organismo produz anticorpos antitireoglobulina que atacam a glândula tireoide causando tireoidite linfocítica ou atrofia.Já o segundo é denominado Hipotireoidismo secundário que é causado por um problema na glândula Hipófise, é uma pequena glândula com cerca de 1 cm de diâmetro. Aloja-se na sela túrcica ou fossa hipofisária do osso esfenóide na base do cérebro.,que produz TSH, e por sua vez estimula a tireóide a ‘’trabalhar’’ ou seja secretar hormônios. E por fim o terciário que ocorre por falha no eixo hipotálamo-hipófise, geralmente causado por um tumor no Hipotálamo, gerando uma diminuição do TRH e por consequência de TSH que culmina nas baixas concentrações de T4 e T3 pela tireóide. Vale ressaltar que o prognóstico de Hipotireoidismo Secundário e Terciários são bem reservados e a expectativa de vida do cão é bem reduzida.
Independente do tipo de Hipotireoidismo os sinais clínicos são parecidos pois todos levam a diminuição das concentrações T4 e T3 plasmáticos. São sinais inespecíficos e não aparecem todos de uma vez, apenas proprietários atentos vão observar de forma gradativa os sinais. De forma geral os mais comuns são alterações no SNC, como demência, letargia e intolerância a exercício associados a problemas dermatológicos como alopecia e seborreia e ganho de peso sem aumento do consumo de alimento. Porém como citado acima sobre os efeitos dos hormônios tireoidianos no organismo podem acontecer, porém com menos frequência, alterações cardiovasculares, reprodutivas, gastrointestinais e distúrbios oculares.
O diagnóstico não é fácil, porém o bom clínico atento aos sinais clínicos e aos exames laboratoriais não terá dificuldade em chegar a um veredito. Os testes laboratoriais recomendados são dosar a concentração de T4 livre , concentração de TSH e anti tireoglobulina ou anti-TG. Valores de T4 dentro da variação de referência não exclui hipotireoidismo. Em geral valor de T4 abaixo da variação com histórico compatível e sinais clínicos já confirma o Hipotireoidismo. Nenhum teste adicional é necessário. 
Porém nem tudo é simples outras variáveis alteram valores de T4 e podem induzir a falsos positivos como: 1. Flutuação aleatória (valores de T4 podem estar abaixo do normal em 20% das vezes em cães normais), 2. Síndrome do eutireóideo doente. 3. Fármacos como fenobarbital o famoso Gardenal, corticóides, entre outros alteram esse valor. 4. Anticorpos anti T4 podem reagir de forma cruzada.
Pode ser feito um Ultrassom cervical e ficar atento a atrofia da glândula tireóide, porém não é necessário sendo testes laboratoriais os de escolha.
Com relação ao tratamento é bem simples, como ocorre a falta de T4 e T3 ou a diminuição da concentração é indicado repor com hormônio sintético. O mais usado é a Levotiroxina sintética que normaliza as concentrações plasmáticas do hormônio e promove uma vida normal ao cão. O tratamento de distúrbios secundários ao hipotireoidismo como alopecia, seborréia entre outros também é indicado no começo, porém tende a se normalizar assim que o tratamento com hormônios sintéticos é iniciado. 
Infelizmente o tratamento na maioria das vezes é por toda a vida. A dose recomendada é de 0,01 a 0,04 mg/kg a cada 12 ou 24 horas.


Bibliografia consultada:
BARROS, Ciro Moraes; STASI, Luiz Claudio di. Farmacologia Veterinária. Barueri: Manole, 2012.


MACINTIRE, Douglass K. et al. Emergências e cuidados intensivos em Pequenos Animais. Barueri: Manole, 2007
LEAL, Karine Machioro. Hipotireoidismo em Cães. 2014. 39 f. TCC (Graduação) - Curso de Medicina Veterinária, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2014. Disponível em: <http://www.lume.ufrgs.br/…/hand…/10183/106588/000944391.pdf…>. Acesso em: 27 nov. 2016

Escrito por Adriano A. Martins
  1. Estudante de Graduação de Medicina Veterinária.→

7 Dicas para reconhecer se os filhotes de sua cadela estão doentes

Certamente se você já viu ou acompanhou um parto e o nascimento de uma ninhada de filhotes sabe que é um momento especial. Os neonatos ou recém nascidos podem apresentar alguns sinais que demonstram que estão doentes e devem ser rapidamente levados a um veterinário para que o suporte e tratamento adequado seja realizado.
Fique atento pois essas são as dicas:
1. Choro Constante. Em geral o neonato chora por no máximo 20 minutos
2. Pouco tônus muscular. Você vai observar que o filhote não consegue caminhar e mamar no teto da mãe. Ou não consegue acompanhar os outros.
3.Mucosas pálidas, acizentadas ou cianóticas. Abra a boca do animal ou retraia a pálpebra inferior e observe a coloração das mucosas. Cores brancas, cinzas ou azuis são anormais.. O ideal é um tom roseado.
4. Dominância flexora. É anormal após 3 dias de vida.
5. Diarréia pode indicar infestação por vermes, parvovirose, intoxificação por leite estragado, ou casos de cinomose que revelam um prognóstico ruim se associado com danos neurológicos, vomito,tosse, rinite, conjutivite e desidratação.
6. Sons intestinais ausentes ou diminuídos.
7. Perda de peso ou deficiência para ganhar peso. Um filhote normal ganha 2 a 3 g de peso por dia.
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Referências bibliográficas: MACINTIRE, Douglass K. et al. Emergências e cuidados intensivos em Pequenos Animais. Barueri: Manole, 2007.
Escrito por Adriano A. Martins.
Estudante de Medicina Veterinária.

COMPRA RAÇÃO À GRANEL? SAIBA QUE SEU ANIMAL PODE SE INTOXICAR COM MICOTOXINAS QUE AFETAM DIVERSOS ÓRGÃOS PODENDO LEVAR A CÂNCER!!!

As micotoxinas são metabólitos secundários produzidos por uma variedade de fungos, especialmente por espécies dos gêneros Aspergillus, Fusarium e Penicillium. Casas de rações, pet shops, ou qualquer comércio distribuidor de ração geralmente armazena de forma errada a ração sem se preocupar com higiene, umidade, temperatura, presença de oxigênio, entre outras variáveis. Isso é exatamente o que o fungo necessita para seu crescimento e produção de micotoxinas.
 A contaminação indireta de alimentos e rações ocorre quando um ingrediente qualquer foi previamente contaminado por um fungo toxigênico, e mesmo que o fungo tenha sido eliminado durante o processamento, as micotoxinas ainda permanecerão no produto final. 
A contaminação direta ocorre quando o produto, o alimento ou a ração, se torna contaminado por um fungo toxigênico, com posterior formação de micotoxinas. A maioria dos alimentos e rações pode permitir o crescimento e o desenvolvimento de fungos toxigênicos, tanto durante a produção, quanto durante o processamento, o transporte e o armazenamento. Segundo o MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) é considerado irregular o armazenamento de rações à granel pelo fato de representar riscos aos animais. como perda de frescor, odor, sabor, degradação dos nutrientes, perda do prazo de validade, exposição a contaminantes microbiológicos, físicos e químicos, entre outros riscos. 
Vale ressaltar que a presença da micotoxina não depende da presença do fungo. Se uma amostra não apresenta o fungo não se pode descartar a possibilidade da micotoxina estar presente na ração.
O quadro de intoxicação depende da quantidade ingerida, tempo, grau de contaminação, espécie e idade do animal. Os cães, suínos e aves são os mais susceptíveis, portanto, sofrem danos mais graves. Em geral altas quantidades ingeridas em pouco tempo causam quadros agudos levando a hemorragias, edemas, problemas hepáticos, necrose e morte. Já pequenas quantidades ingeridas por longo tempo geram quadros crônicos com alterações subclínicas, difíceis de reconhecer, o animal geralmente apresenta perda de apetite, perda de peso, apatia, episódios de desidratação ou diarréias. 
Porém o perigo da forma crônica está no fato que as micotoxinas principalmente a Aflatoxina produzida pelo Aspergillus flavus possuem efeitos carcinogênicos (induzem ao câncer pois se ligam ao DNA da célula). A aflatoxina B1 pode levar a câncer de fígado, Ocratoxinas a câncer nos rins, Fumonisinas a câncer no esôfago, entre outras micotoxinas.
Alguns donos e proprietários descuidados acabam por contaminar seus próprios animais e condená-los por negligência. Armazenar ração em lugares úmidos, com o saco ou recipiente aberto, locais sem higiene e propensos a baratas, ratos, insetos podem levar ao desenvolvimento de fungos.
Outros agentes podem acometer o animal como a Leptospirose disseminada pela urina do rato. Boas práticas de armazenamento e acondicionamento da ração pode salvar o seu animal de ingerir micotoxinas. Compartilhe o conhecimento e evite comprar rações à granel. Compre rações na embalagem, pois embalagens são feitas com polietileno que consegue reduzir até 70% da umidade e garantir uma ração segura. A partir da conscientização da população e dos cuidados necessários esta prática tende a acabar.
Compartilhe!!! Referências Bibliográficas: Micotoxinas: importância na alimentação e na saúde humana e animal / Francisco das Chagas Oliveira Freire... [et al.] – Fortaleza : Embrapa Agroindústria Tropical, 2007. 48 p. (Embrapa Agroindústria Tropical. Documentos, 110).
>Escrito por Adriano A. Martins<
>Estudante de Medicina Veterinária<

SEU CÃO OU GATO É ARTEIRO, PULA DE LUGARES ALTOS, PARECE O HOMEM- ARANHA? JÁ OUVIU FALAR EM LESÃO DE NERVOS PERIFÉRICOS?


Alguns cães abusam demais quando estão brincando, se divertindo ou mesmo buscando subir e descer de lugares altos como por exemplo sofá, mesas, elevados. Pode parecer besteira mas para um cão esses lugares são altos sim! Uma cama ‘’box ‘’ por exemplo pode ter 3 vezes a altura de um Pinscher e o mesmo saltar sobre ela. É como se você pessoa mediana de 1,70 cm saltasse um muro de 5 metros e 10 cm. Garanto que se você pular dessa altura certamente irá sentir dores musculares, articulares e podendo até romper nervos periféricos.

*Mas oque são esses nervos periféricos? 


Os nervos periféricos são os mais numerosos nervos ligando o sistema nervoso central, formado pelo cérebro e medula espinhal, localizado ao longo da coluna vertebral, dos diferentes músculos e órgãos do corpo. Eles formam também o sistema nervoso periférico, em oposição ao sistema nervoso central superior. Eles são também nervos motores (dando ordens aos diferentes músculos para se contrair) e sensitivos (transmitindo as sensações da zona do corpo inervado até o sistema nervoso central).

*Bom mas o que acontece com meu cão ou gato se romper, lesar ou sofrer algum trauma nesses nervos?


A resposta é simples, seu cão poderá apresentar paresia ou paralisia, que serão mais ou menos significativos dependendo do grau e da extensão da lesão e do nervo periférico afetado. Caso não ocorra tratamento adequado por um Médico Veterinário o seu precioso animal poderá perder a inervação permanente levando a atrofia dos músculos da região, perda da sensibilidade ou resposta a qualquer estímulo e perda motora, seu cão não vai mais movimentar o membro. Se o animal tiver sorte a perda pode ser parcial, porém seu cão ou gato terá toda parte sensitiva e motora com déficits recuperando de 20 a 80% da função normal. Porém não se anime o prognóstico nem sempre é bom.
*Como eu posso tratar, quais as opções, tem cura?


 Sim! o Médico Veterinário pode tratar e recuperar dependendo do grau da extensão da lesão até 100% da função do nervo. Leve seu animal para especialistas como Fisioterapeutas Veterinários e Neuro-Ortopedistas Veterinários especializados em ‘’Microcirurgias de nervos’’ pois são os mais indicados. O tratamento envolve reconstrução do nervo por microcirurgia através de técnicas como tubulização do nervo, neurólises, neurorrafias e suturas utilizando fios de diâmetros 5-0 e 7-0. Há também a opção de enxertos de nervos, porém é controverso os resultados. Outra opção é o uso de células tronco que vem obtendo resultados muito bons. Aliás muitas áreas avançam com pesquisas de células tronco.


Porém o tratamento não se resolve com cirurgia somente. É agora que entra o Fisioterapeuta pois visa reabilitar o nervos, músculos que sofrem atrofia com a perda do estímulo e os ossos que sofrem remodelação pela perda ausência do movimento. Entre as técnicas usadas temos:

*Cinesioterapia: Consiste de exercícios passivos, alongamento e mobilização dos membros comprometidos visando manutenção da amplitude do movimento articular, prevenção de deformidades e reabilitar o trabalho muscular.
*Laser: Visa efeitos analgésicos, anti-inflamatórios, estimulantes da microcirculação e do metabolismo.
*Eletroestimulação: Usa-se correntes galvânicas com uso diário de 20 minutos para minimizar ou retardar a perda do tecido muscular e estimular a função neurológica
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Referências Bibliográficas: PEDRO, Claudio Ronaldo; MIKAIL, Solange. Fisioterapia Veterinária. 2. ed. Barueri: Manole, 2009.
>Escrito por Adriano A. Martins< 
>Estudante de Medicina Veterinária<

COLEIRA HIGHTEC PARA SEU ANIMAL? JÁ OUVIU FALAR DA COLEIRA BUDDY?


Criada pela Empresa Australiana Squeaker, esta coleira super inteligente tem a proposta de monitorar seu cão 24 horas por dia e fornecer dados como rastreamento GPS, temperatura do animal, atividade de registro de exercícios físicos, calorias, frequência cardíaca, quantas horas seu animal dorme, scanner para saber se a alimentação está adequada, agenda sobre consultas veterinária, entre outras funções.
A coleira revolucionária tem espessura de 3cm com peso de 150g e vem com círculo de LED personalizável, Bluetooth, acelerômetro, proteção à prova d’água e sensores de luminosidade e temperatura. Ela também vem com uma caixa de carregamento sem fio por base Wi-Fi. A bateria da coleira Buddy promete durar 14 dias!!!
Para os que adquirirem a versão com GPS há um modo de ‘’cerca virtual’’, que te avisa se o seu bicho de estimação escapar ou for roubado. Assim, o dono pode monitorar a localização do cão em tempo real pelo celular.
A empresa fornece junto com a coleira o acesso a um aplicado para o celular que vai monitorar todas as informações citadas acimas sobre o seu animal. Porém não para por aí existe uma rede social para os que adquirirem o produto.Se os cães dos seus amigos também possuírem a coleira inteligente, os donos podem comparar estatísticas e visualizar onde eles estão!!!
Os desenvolvedores relataram que em pesquisa mais de seis milhões de cães são mortos todos os anos nas estradas e a principal causa é a falta de iluminação. Pelo aplicativo o usuário consegue customizar todos os efeitos aplicados no LED da coleira.
A coleira Buddy tem preço a partir de US$ 180 no modelo mais básico e US$ 250 na opção Buddy FIT. Se ficou interessado e quer comprar acesse o site: http://www.squeakerdogs.com/…/poochlight-illuminating-dog-c…. Eles entregam da Austrália para o mundo todo!
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FONTE DE REFERÊNCIA: http://www.techtudo.com.br/…/dispositivo-transforma-o-seu-c…
>Escrito por Adriano A. Martins<
>Estudante de Medicina Veterinária<

O MOSQUITO ‘’Aedes aegypti’’ TRANSMITE DIROFILARIOSE PARA HUMANOS E ANIMAIS VOCÊ SABE QUE SEU ANIMAL CORRE PERIGO?


A Dirofilariose é uma doença que é zoonose (doenças que podem ser transmitidas entre animais e o homem) e a SAÚDE PÚBLICA não tá nem aí pra ela porque os números que chegam a secretaria são baixos, porém realmente são baixos? é falha do sistema? é falha no diagnóstico pelos Veterinários? A resposta só Deus sabe!!!
Sobre a doença também conhecida como ‘’Verme do Coração’’ é causada por um nematódeo chamado Dirofilaria immitis que acomete o lado direito do coração (ventrículo direito), artéria pulmonar e pode até atingir os pulmões e a veia cava.
A transmissão ocorre pelos mosquitos do gênero Aedes, Anopheles e Culex. que transmitem também malária, dengue, zika, encefalites, chikungunya entre outros protozoários,nematóides e vírus. Os mosquitos ingerem as microfilárias ao mesmo tempo que ingerem o sangue do cão ou gato. Se o mosquito picar outro cão/gato, as larvas penetram no corpo do animal. 
Após a transmissão das larvas de dirofilária ao cão ou gato passam a migrar até às artérias pulmonares e ao coração, onde se desenvolvem até ao estado adulto, demorando este processo até cerca de 6 meses. Os cães e gatos doentes são o principal reservatório da dirofilariose e permitem a perpetuação da doença. Cerca de 10 a 15 dias depois da ingestão das microfilárias pelo mosquito se tornam larvas infectantes. As dirofilárias adultas podem medir entre 15 a 35 cm. 
Os sinais clínicos que seu animal vai apresentar é cardiopatia (cansaço, intolerância ao exercício, desmaios, etc), hipertensão da artéria pulmonar, sinais de doença respiratória (tosse, taquipnéia, dispnéia) causada por vermes, hipertensão da veia cava levando a ascite (cavidade abdominal com líquido), hepatomegalia e icterícia (animal fica com mucosas amarelas). Em altas infestações o animal vem a óbito, assim como o ser humano pode vir a óbito. 
O tratamento é a base de avermectinas porém só mata as microfilárias. Não há medicamento que mate os vermes adultos autorizado no Brasil, mas ele existe nos países cuja legislação permitir. O diagnóstico é através de um esfregaço sanguíneo, kit de sorologia ELISA, PCR ou necropsia.
Para você prevenir o seu animal basta manter a vermifugação em dia e usar inseticidas, repelentes e outras táticas para impedir que o mosquito se alimenta no seu animal.
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VOCÊ SABE O QUE SÃO AS METILXANTINAS? SE NÃO, SAIBA QUE SEU ANIMAL CORRE PERIGO SE INGERIR ALIMENTOS OU LÍQUIDOS CONTENDO ESSAS SUBSTÂNCIAS!!!


Na medicina veterinária as principais metilxantinas são as teofilinas, cafeínas e teobromina (O FAMOSO CHOCOLATE). As fontes incluem remédios, pílulas, café, colas, chocolates entre outros. 
O chocolate de longe é o mais que mais chama atenção porque alguns donos não resistem e acabam oferecendo ao animal sem saber que é veneno!! Saiba que o chocolate ao leite contém 44mg/oz de teobromina , o semi doce 140mg/oz e o sem açúcar de 390 a 450 mg/oz. A dose tóxica para cães é de 100 a 150 mg/kg de teobromina. 
A dose letal da cafeína é de 110 a 175 mg/kg, já para teobromina é de 250 a 500 mg/kg, é o suficiente para causar morte súbita. Essas metilxantinas são metabolizadas pelo fígado e seus mecanismos de ação incluem antagonismo aos receptores de adenosina celular, inibição da fosfodiesterase, interferência com ingestão e estocagem de cálcio gerando contração muscular, relaxa músculos lisos, estimulam o SNC, aumenta a concentração de catecolaminas circulantes, aumentam a secreção de ácido pelo estômago e causam diurese. Os sinais clínicos que o seu animal vai apresentar são vômito, hiperatividade (cuidado podem agredir qualquer um), agitação, taquicardia, taquipnéia, ataxia, tremores, convulsões, arritmias e morte.
A recomendação é levar imediatamente ao veterinário, porém se você presenciou o animal se intoxicar pode ajudá-lo induzindo ao vômito (use água oxigenada, detergente de cozinha diluído ou sal) e em seguida compre cápsulas de carvão ativado na farmácia e dê para o animal porque age como quelante e neutralizante. Por fim corra ao veterinário mais próximo e relate o ocorrido!!
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>Escrito por Adriano A. Martins<
>Estudante de Medicina Veterinária<

SEU ANIMAL TEM BOLINHAS (TUMORES) NA PELE? SAIBA QUE PODE SER MASTOCITOMA!!!


Os proprietários sempre devem estar atentos ao surgimento de qualquer tumor, verruga, hemangioma, edema, lipoma, úlcera, entre outras enfermidades na epiderme, derme ou subcutâneo do animal, pois muitas vezes o que parece ser algo benigno, sem importância ou de tamanho pequeno é na verdade um tumor maligno que pode realizar metástase e levar o animal a óbito.
Enfim o que é mastocitoma? Bom é um dos tumores malignos de pele mais diagnosticado na clínica de pequenos animais. Apresenta diversos graus de estadiamento, podendo ser de caráter benigno ou maligno (na maioria dos casos). Só para se ter uma noção de todos os tumores malignos nos cães, o mastocitoma corresponde a quase 20% dos casos. É como se 2 a cada 10 animais que entram na clínica com suspeita de tumores malignos sejam por mastocitoma. 
Não se sabe a causa ou como chamamos ‘’Etiologia’’ do tumor, mas se sabe que hormônios andrógenos e estrógenos participam aumentando a incidência em animais que foram castrados. A ocorrência é maior na pele, entretanto podem ocorrer em lugares extra-cutâneos. Pode estar associado a lesões múltiplas, ulcerações, eritemas ou estar solitário. 
Nas formas benignas não há comprometimento a saúde do animal, porém em formas agressivas e malignas levam a manifestações de síndromes paraneoplásicas decorrentes da desgranulação de mastócitos, seguida da liberação de histamina, heparina e enzimas proteolíticas. Em muitos casos, os pacientes apresentam gastrite ou úlcera gástrica, hipotensão e hemorragias levando a óbito.
O diagnóstico é feito por CAAF ou citologia aspirativa com agulha fina, na qual um médico patologista vai analisar a amostra do tecido e classificar o tumor em concordância com o grau de malignidade (Cães com mastocitoma que apresentam mutação em c-KIT apresentam prognóstico desfavorável). 
O tratamento é quase sempre cirúrgico com retirada do tumor com uma margem de segurança e caso houver metástase concomitantemente é realizado quimioterapia.
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Fonte da Imagem/ Referências Bibliográficas: Melo, I.H.S.; Magalhães, G.M.; Alves, C.E.F.; Calazans, S.G.; Mastocitoma cutâneo em cães: uma breve revisão / Cutaneous mast cell tumor in dogs: a brief review / Revista de Educação Continuada em Medicina Veterinária e Zootecnia do CRMV-SP / Continuous Education Journal in Veterinary Medicine and Zootechny of CRMV-SP. São Paulo: Conselho Regional de Medicina Veterinária, v. 11, n. 1 (2013), p. 38 – 43, 201
>Escrito por Adriano A. Martins<
>Estudante de Medicina Veterinária<

SE VOCÊ É DONO DE CÃES DE MÉDIO A GRANDE PORTE E O SEU CÃO APRESENTA UM ANDAR BAMBOLEANTE QUE DÁ IMPRESSÃO QUE ESTÁ REBOLANDO (SE LIGA!!) PODE SER A FAMOSA ‘’DISPLASIA COXOFEMORAL’’


A Displasia do quadril ou (Displasia Coxofemoral) é uma má formação degenerativa das articulações coxofemorais. Este defeito possui origem poligenética e envolve raças predispostas como Golden Retriever, Pastor Alemão, Rottweiler, São Bernardo, Labrador Retriever e algumas raças de pequenos porte (baixa incidência). 
A fisiopatologia da doença envolve uma luxação da articulação imatura do quadril que leva a uma má congruência entre a cabeça femoral e o acetábulo criando forças anormais que levam ao desenvolvimento anormal da articulação que futuramente irá gerar microfraturas e doença articular degenerativa e em estágios avançados fibrose levando a perda desta articulação. 
O animal apresenta os seguintes sinais clínicos: atividade diminuída, o animal não tem interesse em subir ou correr mais, claudicação intermitente (dores), marcha saltitante, postura dos membros pélvicos alterados e sinais de DAD (doença articular degenerativa). Os piores casos em que a articulação está com inflamação crônica, fibrosada, músculos pélvicos atrofiados, membros anteriores hipertrofiados e desvio do peso sobre os ombros levam a perda dos movimentos dos membros pélvicos e o animal passa a arrastar os membros posteriores. 
O diagnóstico é feito principalmente pela apresentação clínica associada a Radiologia. No exame radiológico será possível visualização da micro trabeculação óssea da cabeça e colo femorais e ainda definição precisa das margens da articulação coxofemoral, especialmente do bordo acetabular dorsal. 
O exame radiográfico deve ser feito na posição ventro-dorsal com os membros posteriores bem estendidos e rotacionados internamente de modo que a patela fique sobreposta medianamente em relação ao plano sagital do fêmur. Os fêmures devem ficar paralelos entre si e em relação à coluna vertebral e a pélvis em simetria. 
O tratamento envolve analgésicos, anti-inflamatórios não esteroidais, dieta controlada, fisioterapia (hidroterapia), e restrição a atividades muito exigentes. Já em casos graves é indicado cirurgia com reposição do quadril por uma prótese. Lembre-se que é uma doença progressiva e possivelmente seu animal poderá piorar com o tempo.
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>Escrito por Adriano A. Martins<
>Estudante de Medicina Veterinária<

SE VOCÊ AMA SEU ANIMAL POR FAVOR PARE DE COMETER ESSES ERROS E CONFIRA OS MEDICAMENTO TÓXICOS E PROIBIDOS DE USO HUMANO EM CÃES E GATOS!!

O que serve para nós pode não servir para os animais. Não faça automedicação sem consultar um Médico. Segue a lista:
*PROIBIDO PARA GATOS: 

Acido acetil salicílico (Aspirina®); Paracetamol (Tylenol®, Anador®); Pseudoefedrina (Claritin®, Tylenol Sinus®, Loratadina®; Salicilato de Bismuto (Pepto Bismol®, Peptozil ®); Iboprofeno (Advil®); Piroxican (Feldene®, Inflamene®); Enema de Fosfato (Fleet Enema®); Xampu a base de Alcatrão (Sebotrat -O®, Ionil T®, Politar®); Xampu com Benzoato de Benzila (Acarsan®);Xampu com Acido salicílico;Xampu com Sulfeto de Selênio (Selsun Ouro®, Selsun Azul®);Peroxido de Benzoila – usar com cautela (Peroxidex®, Sana Dog®, Pertopic®;Piretróide (Antiparasitário como Butox® );Levamisol (Ascaridil®);Azatioprina (Imuram®);Piridium®;Diclofenaco potássio (Cataflan®) ;Diclofenaco sódico (Voltaren®)

*PROIBIDO PARA CÃES:–

 Acetaminofem/Paracetamol (Tylenol®); Fluororacil (Efurix®); Risperidona (Risperidon®); Diclofenaco de potássio (Cataflan®); Diclofenaco sódico (Voltaren®); Piridium®.
*Cães da raça Collie, Border Collie, Pastor de Shetland, Sheepdog, Bearded Collie, Pastor Australiano e todos os seus cruzamentos Ivermectina (Ivermec®, Vermectil®, Ivomec® entre outros).
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>Escrito por Adriano A. Martins<
>Estudante de Medicina Veterinária<

Conheça os parasitas internos que mais acometem o seu cão/gato e saiba reconhecer os sinais das doenças!


No Brasil temos dois grandes grupos de vermes (Redondos e Chatos) que mais acometem os animais e um protozoário em especial que está muito presente, além de ser uma zoonose (parasita animais e humanos).Lembre-se que em outras regiões, climas e países existem outros parasitas considerados endêmicos nestas regiões. O artigo se refere ao Brasil que possui um clima tropical e subtropical.
Com relação ao Nematódeos ou vermes redondos, temos o Ancylostoma caninum, Ancylostoma brasiliense, Toxocara canis, Toxascaris leonina e Trichuris vulpis como os que mais parasitam os cães e gatos. Este grupo possui em comum o tropismo pelo intestino delgado com exceção do (T. vulpis intestino grosso), também a transmissão de animal para animal através das fezes. O ciclo biológico é dito fecal-oral, portanto o cão ingere os ovos provenientes das fezes de outros animais ou no ambiente e tornam-se infectados. Com exceção do Toxocara canis e Trichuris vulpis que só acomete os cães, os demais acometem as duas espécies. Os sinais clínicos deste grupo é geralmente assintomático em adultos, portanto não causam risco à saúde. O perigo é quando acometem filhotes, idosos e imunossuprimidos. Em especial filhotes não vermifugados pois após o desmame não possuem anticorpos maternos e o sistema hepático e imune totalmente formados. Os sinais incluem diarréia, fezes com ou sem sangue, vômito, anemia, perda de peso, fraqueza, letargia e em altas infestações podem causar febre, desidratação severa e morte.
Já os Cestódeos ou vermes chatos, temos o Dipylidium caninum, o complexo das Taenias hydatigena, multiceps, pisiformis e ovis, e por fim o Echinococcus granulosus e multiloculares que possuem alta patogenicidade. Estes vermes possuem em comum a presença de um hospedeiro intermediário, que serve como vetor para transmitir a doença aos animais. As Taenias, com exceção da pisiformis, possuem ruminantes como hospedeiro intermediário, portanto carne de procedência duvidosa deve ser investigada. Já o Dipylidium tem a pulga como vetor e o Echinococcus granulosus equinos, homens, ruminantes e o multiloculares os roedores. Todos acometem o intestino delgado e portanto levam a um quadro de perda de nutrientes, disfunção gastrointestinal, diarréia, dor abdominal, perda de apetite e emagrecimento progressivo. Vale lembrar que Dipylidium caninum e Taenia pisiformis causam prurido anal intenso, o animal tem hábito de coçar e arrastar o ânus. Além do grupo de risco esses vermes tendem a ser mais patogênicos, com exceção do Dipylidium caninum, apresentam alto grau de patogenicidade e acometem adultos em especial os Echinococcus que causam além dos sintomas citados febre, hepatite, retardam o crescimento de jovens e podem obstruir os ductos biliares.
Por fim temos o Protozoário ‘’Giardia lamblia’’ uma zoonose que atinge as vilosidades do intestino, causando uma diarréia verde-amarelada característica levando a desidratação, dor abdominal, perda de peso, náuseas, dores e distensão abdominal. Ela é veiculada pela água suja e alimentos contaminados com cistos.
Este artigo é um breve resumo sobre os parasitas intestinais mais comuns no Brasil, consulte um Médico veterinário para mais detalhes ou a literatura adequada. Escrito por Adriano A. Martins, estudante de Medicina Veterinária.
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O VERÃO É TUDO DE BOM NÉ? MAS NÃO ABUSE O SEU ANIMAL SOFRE MUITO COM ALTAS TEMPERATURAS, VAMOS FALAR SOBRE A HIPERTERMIA E A INSOLAÇÃO?



É muito comum em dias quentes acima de 30º graus Celsius ou 90º graus Fahrenheit os donos levarem os seus animais para praças, fontes naturais, praia ou mesmo na rua para dar uma refrescada. Alguns que levam uma vida ''fitness'' gostam até de correr com seus animais. O perigo está por perto quando se decide fazer isso próximo do meio do dia até o fim da tarde, onde os raios solares principalmente UVA, que atingem a camada da derme na pele, e a temperatura atingem o seu máximo. Isso varia da região, fuso horário e país que você vive. No Brasil , por exemplo, a partir das 9:00 horas até as 17:30 dependendo da região o Sol é muito forte.

Alguns donos tem o hábito de deixar seus animais no carro, com os vidro semi-abertos, fazer exercícios em altas temperaturas (corridas na praia ou pista), trancar o animal em casa ou apartamento fechados sem nenhuma ventilação, ou mesmo fazer o animal ficar esperando na calçada ou qualquer lugar que esteja quente enquanto vai ao banco, lojas, etc.
Os animais expostos a altas temperaturas sofrem queimaduras em patas, coxins e regiões expostas, desidratam rapidamente e sofrem de sintomas de insolação ou Hipertermia e podem vir a óbito. De todos os listados o pior sem dúvidas é a hipertermia pelos inúmeros problemas que ela causa. Os animais com temperatura acima de 41º graus Celsius ou 105,8 graus Fahrenheit estão em estado de Hipertermia (Lembrando que o normal para cães e gatos gira em torno de 37,5 até 39,3º graus Celsius). Animais obesos, jovens, idosos, raças de grande porte e os famosos braquicefálicos (de focinho curto) são o grupo de maior risco. Os sintomas que seu cão vai apresentar sob efeito de insolação é salivação em abundância (sialorreia), respiração ofegante e difícil (dispnéia), desidratação, vômitos. diarreia, língua azul ou cianose, tontura, náuseas, fraqueza, convulsões e tremedeiras.
O animal vem a óbito porque a temperatura alta atinge vários órgãos levando a insuficiência respiratória, insuficiência renal aguda, hepática, lesão intestinal isquêmica, pancreatite, trombocitopenia, hemorragia gastrointestinal, coagulação intravascular disseminada, lesão cerebral e rigidez dos músculos.
Se o seu animal apresentou esses sinais corra para um lugar arejado e fresco, molhe toalhas na água e jogue sobre o animal. Se possível estimule a hidratação e após isso leve a um Médico Veterinário mais próximo. Nunca dê banho gelado, pois causa choque térmico e pode matar o animal. Tome cuidado com as raças Shih Tzu, Pug e Buldogue, pois possuem o focinho achatado impedindo a refrigeração do ar e o palato alongado.
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Escrito por >Adriano A. Martins<
Estudante de Medicina Veterinária

Verão é sinônimo carrapatos, é a época que eles procuram cães e gatos, confira uma dica que muitos proprietários não seguem e acabam se irritando com ciclos repetitivos de infestações!



O carrapato é responsável pela transmissão de importantes doenças tais como erliquiose, babesiose, anaplasmose e hepatozoonose. Preste atenção apenas 5% da população dos carrapatos em qualquer estágio de desenvolvimento, larvas, ninfas ou adultos, estão no animal. Os outros 95% estão na sua casa escondidos em frestas, rodapés, batentes de porta, muros, gramas, carpetes, madeiras, móveis, etc. Os carrapatos são extremamente resistentes, podem ficar semanas escondidos sem se alimentar, aguardando uma condição de clima mais favorável para saírem em busca de alimento. Eles também são resistentes a produtos de limpeza, por isso infestação não é sinônimo de sujeira. O carrapato é esperto e portanto o combate não deve ser direcionado somente ao animal. A curto prazo pode resolver banhos, remédios, spot-on, pour-on, coleiras, sprays, entre outros métodos carrapaticidas. Antes de limpar o seu ambiente, confira se o seu animal sai para a rua, ou fica somente em casa.
Se a resposta é que ele possui contato externo e com outros animais limpar o ambiente não é a única solução. Portanto seu animal periódicamente deve receber tratamento carrapaticida de sua preferência, existem como citado acima várias opções, converse com o veterinário e veja qual se adapta melhor ao animal e também ao seu bolso, pois alguns podem ser onerosos.
Para controle do ambiente existem vários métodos como talcos, sprays, pulverizadores e empresas que prestam serviços para controle de ectoparasitas. Tome cuidado com a dose recomendada e a diluição correta (LEIA A BULA) e certifique-se que seu animal esteja fora do ambiente em que foi aplicado o produto. Há produtos específicos para o ambiente, a maioria é a base de Deltametrina ou amitraz, como o Decaplus, Butox, Triatox, entre outros.
Seguem algumas recomendações dos fabricantes:
- Lavar bem o recipiente usado para preparar a solução;
- Não é aconselhável tratar os animais durante as horas de calor intenso ou chuva;
- Não deixar os cães tratados com o produto secarem ao sol ou com secador quente. Não deixar que o produto tenha contato com os olhos do animal e evitar que ele se lamba durante a secagem;
- Não aplicar o produto diretamente com as mãos. Usar luvas;
- Evitar o contato do produto concentrado com qualquer parte do corpo humano. Se isto ocorrer acidentalmente, lavar as partes atingidas com água e sabão várias vezes. A contaminação com o produto diluído na proporção recomendada é praticamente destituída de perigo, uma vez que sejam tomadas as medidas de remoção e limpeza indicadas;
- Não guardar ou aplicar junto a alimentos, bebidas, medicamentos, produtos de higiene e domésticos;
- Destruir as embalagens vazias.
Em caso de intoxicação humana, chamar imediatamente um Médico, neste ínterim caso tenha ocorrido ingestão acidental, provocar vômito, administrando por via oral, 1 colher de sopa de sal comum em 1 copo de água morna.
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Escrito por Adriano Almeida Martins, acadêmico de Medicina Veterinária.

CONHEÇA UM POUCO MAIS SOBRE A DOENÇA MAIS GRAVE TRANSMITIDA PELO CARRAPATO VERMELHO DO CÃO ‘’ERLIQUIOSE’’



Conhecida também por Febre Hemorrágica do Cão a doença é transmitida pela picada do carrapato Rhipicephalus sanguineus, o carrapato mais comum em cães do Brasil. Tem como agente causador uma bactéria gram negativa da ordem Rickettsiales.
Esta bactéria parasita o sangue, por isso é deisignada um hemoparasita. Os cocobacilos se multiplicam por fissão binária primariamente dentro das células do sistema mononuclear fagocitário, ou seja as células de defesa do organismo como os monócitos e linfócitos.
O período de incubação varia de 8 a 20 dias, sendo que a gravidade da doença depende de fatores como idade, raça, nutrição, imunidade, condições ambientais, grau de infestação e a própria genética do indivíduo. A patogenia se dá pela destruição em massa dessas células levando a uma intensa vasculite, que por sua vez leva a leucopenia e trombocitopenia. Os sinais que o animal apresenta varia da fase da doença que pode ser aguda, subclínica, crônica ou hiperaguda. Em geral na fase aguda ocorre febre (<39.5ºC), corrimento ocular, uveíte, epistaxe, depressão, polidipsia, linfadenopatia, desidratação esplenomegalia e diarréia.
Se o animal superou esta fase entra na fase crônica assintomática em que não apresenta sinais, porém é portador da doença e pode transmitir a outros animais caso sofra repasto do carrapato.Porém se o animal não consegue combater a fase aguda da doença entra na fase crônica sintomática em que o animal tem os mesmos sintomas da fase aguda mas muito mais fortes ou atenuados. Nesta fase é dito que se caracteriza como uma doença auto imune. O animal fica apático, caquético. sujeito a infecções secundárias podendo apresentar sintomas múltiplos como tosse, conjuntivite, hemorragia retinal, vômito, diarréia, ataxia, doença vestibular, tremores, paralisia, disfunções neurológicas, dermatopatia e imunossupressão.
O diagnóstico clínico se baseia na sintomatologia, exames hematológicos e bioquímicos e testes laboratoriais confirmatórios como sorologia e PCR.O tratamento é o internamento do animal para dar suporte e reabilitar o organismo e drogas que irão matar a bactéria. A de eleição é a Doxiciclina (antibiótico). O prognóstico é bem reservado, dependendo muito do suporte que é dado ao animal e dos fatores citados acima sobre a gravidade da doença.
A profilaxia ou controle é basicamente eliminar carrapatos do ambiente. Porém nutrição adequada, limpeza, vacinas em dia, vermifugação entre outros cuidados sempre é necessário para evitar complicações a mais ou comorbidades.
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PIOMETRA É UMA EMERGÊNCIA MUITO COMUM DE CADELAS ADULTAS (ACIME DE 5 ANOS) NÃO CASTRADAS CONHEÇA UM POUCO MAIS!


A piometra consiste em uma inflamação purulenta ou supurativa, que produz pus, no útero da cadela. Ela se desenvolve no metaestro (semanas após o estro), devido a abertura da cérvix no estro cria-se uma porta de entrada para patógenos no útero da cadela. 
As bactérias aproveitam essa abertura e se instalam devido o aumento do endométrio no cio e o aumento dos fluidos que criam um ambiente propício, gerando uma infecção que causa aumento do útero podendo atingir a circulação sanguínea (septicemia).
Cadelas mais novas também podem adquirir em situações de pós parto, aborto ou medicações para induzir o aborto em casos de gravidez indesejada. Os sintomas que o animal apresenta na clínica são corrimento vaginal em caso de piometra aberta, anorexia, depressão, febre, aumento abdominal, desidratação e poliúria e polidipsia (aumento da ingestão de água e o volume de urina). 
Os agentes mais comuns são cepas de E.coli podendo estar presentes Proteus sp. e microrganismos anaeróbios em casos graves. Caso não ocorra a intervenção do Médico Veterinário o animal pode vir a óbito. É necessário a remoção do útero e ovários (castração) e um coquetel de antibióticos para matar as bactérias na corrente sanguínea.
Após a remoção do útero repleto de pus é necessário a cultura das bactérias para uso correto de antibióticos a partir do antibiograma. Em seguida o internamento suporte é indicado para estabilização do caso. Vale ressaltar que infecções graves comprometem o Rim pelo acúmulo de complexos antígeno-anticorpo levando a glomerulonefrite membranoproliferativa. Para prevenir basta castrar seu animal ainda jovem antes do primeiro cio!!!
Escrito por Adriano A. Martins , acadêmico de Medicina Veterinária.
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CONHEÇA A LEISHMANIOSE VISCERAL, UMA ZOONOSE CUJO O RESERVATÓRIO URBANO PRINCIPAL É O CÃO!


Uma zoonose é uma doença que é transmitida entre os animais e o ser humano. Por esse motivo a Saúde Pública através de seus diversos órgãos públicos têm o papel de proteger o ser humano, a população em geral, do risco e exposição a tais patógenos. A Leishmaniose Visceral ou LV como será abordada aqui é uma doença fatal e crônica pois as chances de se eliminar 100% do agente é muito difícil. A transmissão ocorre pela picada do mosquito Palha ou Lutzomyia Longipalpis que é hematófago (alimentação por sangue). O agente causador ou o protozoário ‘’Leishmania chagasi’’ é o responsável pela infecção do cão e do homem.
Apresentando duas formas a promastigota (no inseto) e amastigota (no cão ou homem) o agente penetra pela pele e invade as células de defesa (fagócitos do sistema mononuclear fagocítico) e se multiplicam por várias e várias vezes aumentando o número de agentes que acabam pelo sangue migrando para diversos órgãos. Ao se instalar nos diversos órgãos é quando a doença começa a se manifestar de forma sistêmica. O animal apresenta os sinais clínicos de caquexia, hipergamaglobulinemia, hepatoesplenomegalia, anemia e linfadenopatia.
Já os sintomas são úlceras na pele, principalmente orelha e focinho, crescimento de unhas, apatia, alopecia multifocal, sistema nervoso (convulsões), problemas cardíacos (miocardite), insuficiência renal (glomerulonefrite), lesões oculares (uveíte, blefarite,etc), problemas intestinais (diarréia), vasculite e hemorragias (por ex. sangrar pelo nariz), linfonodos aumentados entre outros sinais sistêmicos. Infelizmente a maioria dos casos são assintomáticos <90% (não vão apresentar os sintomas descritos). É por isso que é difícil o médico veterinário diagnosticar e o número de portadores com potencial para o mosquito se infectar e espalhar para o ser humano é grande. O diagnóstico fica por conta do bom exame clínico, epidemiológico (áreas endêmicas), laboratorial (sorologia e PCR) e parasitológico.
O tratamento não é eficaz o animal continua portador, porém o Conselho Federal de Medicina Veterinária do ‘’BRASIL’’ proíbe o tratamento com medicamentos humanos. É possível tratamento com medicamentos aprovados pelo ministério da agricultura que não sejam usados em humanos. O controle fica por conta do combate ao mosquito, ações sociais de educação sanitária e eliminar os reservatórios. Consulte um Médico Veterinário para mais informações e compartilhe o conhecimento. Siga nosso instagram.com/Coisasdeveterinario e ative as notificações para receber mais informações.
Escrito por Adriano A. Martins
Acadêmico de M.V.

VEJA COMO O VETERINÁRIO E O PATOLOGISTA CLASSIFICAM UM TUMOR OU ‘’NEOPLASIAS’’ EM BENIGNO E MALIGNO


Tipicamente uma massa tumoral ou neoplasia aparece silenciosamente e de forma inexplicável. Na maioria das vezes para se determinar se a massa é neoplásica há necessidade de se realizar uma biópsia tecidual ou um aspirado citológico. Caso for uma neoplasia é necessário classificar em benigno ou maligno. Em geral os tumores benignos são de risco baixo a saúde do animal, não é correto afirmar que não apresentam risco, pois há tumores benignos que se tornam malignos/infiltrativos ou que crescem demais comprimindo órgãos e estruturas importantes como artérias e veias. Pelo outro lado da moeda os malignos representam enormes riscos pois causam diversas patologias no animal sendo a metástase o maior perigo. A metástase em medicina se refere a capacidade das células neoplásicas se desprenderem do tumor primário, caminhando através do interstício para ganhar a circulação e se instalar em outro local (tecido ou órgão). Dessa forma gerando uma nova lesão tumoral.
Sem delongas os profissionais classificam os tumores ‘’Benignos’’ pela seguintes características: Crescimento lento, Expansivo (porém circunscrito), Encapsulado, Sem metástases, Bem diferenciado e com poucas figuras mitóticas. Em palavras mais fáceis os tumores benignos permanecerão localizados e após excisão cirúrgica não apresentarão recidiva, ou seja, não vão voltar a ‘’nascer’’ novamente. O termo encapsulado significa que o tumor é ‘’limitado’’ por um tecido fibroso comprimido derivado do estroma do tecido conjuntivo normal. Diferenciação se refere às células tumorais se especializarem em um tipo celular ou seja ficar parecida com uma célula do corpo com uma determinada função (ex: células epiteliais na pele). E por fim poucas figuras mitóticas é em relação ao tumor crescer lentamente sem se multiplicar de forma exagerada
Já um tumor ‘’Maligno’’ apresenta as seguintes características: Crescimento rápido, Invasivo e infiltrativo, Não encapsulado, Apresentam ou irão desenvolver metástase, Anaplásicos (perdem a diferenciação celular) e possuem muitas figuras mitóticas. O termo desdiferenciação ou anaplasia é o processo inverso da diferenciação. As células já especializadas, por algum motivo, podem perder a sua função, assumindo um estado de crescimento exagerado e é o que ocasiona o surgimento de neoplasias. A Invasibilidade se refere ao tumor invadir diversas estruturas adjacentes podendo sair de sua localização primária e se infiltrar em outras estruturas. E possuir diversas figuras mitóticas se refere ao crescimento acelerado ou divisão rápida das células tumorais. Os tumores malignos possuem altas taxas de recidivas e necessitam tratamento ou acompanhamento mesmo após a remoção.
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Escrito por Adriano A. Martins.
Acadêmico de Medicina Veterinária.

[NOVIDADES/ATUALIZAÇÃO] O clube americano de registro de genealogias de cachorro de sangue puro nos Estados Unidos (Fundado em 1884) ou AKC levantou US $200.000 mil dólares americanos

O clube americano de registro de genealogias de cachorro de sangue puro nos Estados Unidos (Fundado em 1884) ou AKC levantou US $200.000 mil dólares americanos para pesquisadores e universidades desenvolverem trabalhos e pesquisas no sobre Doenças causadas pelo Carrapato em cães. A iniciativa visa utilizar a ciência para aumentar a compreensão e melhorar o diagnóstico, tratamento e prevenção de carrapatos causados por doenças caninas.
"A fundação escolheu esta área de pesquisa importante para a saúde canina, porque acreditamos que podemos ter um impacto imediato e duradouro sobre estas doenças em cães e seus companheiros humanos", disse a CEO da fundação Diane Brown, DVM, Ph.D., Dipl . ACVP.
As universidades e as linhas de pesquisa beneficiadas foram:
Linda Kidd, DVM, Dipl. ACVIM, Ph.D., da Faculdade de Medicina Veterinária da Western University of Health, que recebeu cerca de US $ 13.000 para estudar a trombocitopenia e doenças ocultas transmitidas por vetores em galgos.
Jason Stull, VMD, Dipl. ACVPM, Ph.D., da Ohio State University College of Veterinary Medicine, que recebeu mais de US $ 14.000 para estudar a doença de Lyme em cães.
Edward Breitschwerdt, DVM, Dipl. ACVIM da North Carolina State University Faculdade de Medicina Veterinária que recebeu US $ 103.000 para pesquisar maneiras de melhorar o diagnóstico de bartonelose em cães.
Pedro Paul Diniz, da Universidade Western de Ciências da Saúde, que usará US $ 60.000 para tentar melhorar o diagnóstico de doenças transmitidas por carrapatos caninos usando a seqüência de DNA da próxima geração.
Mary Anna Thrall, DVM, Dipl. ACVP, da Escola de Medicina Veterinária da Universidade de Ross, que recebeu US $ 15.000 para pesquisar o papel que os linfócitos desempenham na enrlichiose canina.
FONTE: http://www.veterinarypracticenews.com/akc-foundation-awards….
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Escrito por Adriano Almeida Martins
Acadêmico de Medicina Veteirnária.